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Carandiru vai abrigar biblioteca central do Estado de São Paulo


 
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    Prefeitura Municipal de Ivoti
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    Instalação Completa - BiblioSys

    Um sonho da década de 40 está prestes a ser realizado. Se tudo correr como previsto, os paulistas terão, a partir de 25 de janeiro do próximo ano, uma biblioteca central para as 961 bibliotecas públicas (municipais) espalhadas pelo Estado - dos 645 municípios paulistas, apenas 43 não têm biblioteca. A Biblioteca de São Paulo, como será chamada, vai funcionar em um pavilhão de 4,2 mil metros quadrados no Parque da Juventude - onde ficava a Casa de Detenção do Carandiru.

    "A ideia é que o espaço fique aberto de manhã, à tarde e à noite, também nos fins de semana", adianta a gestora do projeto, Adriana Ferrari, assessora de gabinete da Secretaria de Estado da Cultura.

    A nova biblioteca - com projeto inspirado na Biblioteca Pública de Santiago do Chile - será utilizada como modelo para outras unidades.

    "O livro estará ao lado de todos os outros suportes, como CDs e DVDs, jornais e revistas. Será um espaço dinâmico, onde os livros não mofam nas estantes", diz o secretário de Estado da Cultura, João Sayad. "Queremos que fique parecido com grandes livrarias, que hoje recebem muito mais leitores do que bibliotecas."

    Investimento

    Para a criação da biblioteca, serão investidos R$ 12,5 milhões - R$ 10 milhões do Estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura. Ainda haverá verba de R$ 1 milhão para compor o acervo.

    Uma vez pronta e aberta, a biblioteca será administrada pela Poiesis, organização social à frente também da Casa das Rosas e do Museu da Língua Portuguesa. "Vamos fazer dela uma biblioteca que não tenha medo do prazer, que incentive a leitura", explica o poeta e crítico literário Frederico Barbosa, diretor da Poiesis. "Nada daquela imagem de um lugar escuro com uma velha chata fazendo 'psiu'."

    Os planos não param por aí. Instalada a biblioteca central, a meta será integrar toda a rede de bibliotecas públicas paulistas. "O primeiro passo será a criação de um sistema único de busca", conta Barbosa. "Só depois vem o nosso grande sonho: universalizar o acesso. Queremos que qualquer cidadão paulista, por sistema de intercâmbio, tenha acesso a livro de qualquer biblioteca." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

     

     


    fonte: Globo
    data: 09/02/2009





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