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Quem imagina que o lugar de bibliotecário é na biblioteca, está muito enganado. O profissional ganhou novas áreas para trabalhar. Não raro encontram-se bibliotecários em escritórios de advocacia, empresas de publicidade, sites de informação.
“O mercado se ampliou muito. Uma biblioteca, um centro de informação, podem estar presentes em um escritório de empresa para gerar a inteligência competitiva e até em escolas do meio rural, onde o profissional vai exercer até uma atividade pedagógica”, afirma Nêmora Arlindo Rodrigues, presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB). Para a presidente do Sindicato dos Bibliotecários no Estado de São Paulo (Sinbiesp), Vera Stefanov, a carreira de biblioteconomia, que é muito antiga, trabalha com a informação. “A informação está valorizada. Hoje se reconhece que a recuperação da informação é importante, estratégica”, diz. Até para organizar o universo imenso de dados disponíveis na web, o bibliotecário se destaca.
Como toda profissão, a carreira também tem seus problemas. Segundo Vera, ainda há muitos locais, no serviço público, por exemplo, que não valorizam o bibliotecário como deveriam. “Há cidades que os gestores nem sabem que é obrigatório ter o profissional formado em bibliotecas”, diz.
Salários
Não existe piso salarial regulamentado para a profissão no país todo. O Sinbiesp recomenda um mínimo de R$ 1.360, para os profissionais formados. Mas o salário pode ser bem mais alto para quem assume postos de gerência. De acordo com pesquisas do sindicato, bibliotecários em cargo de chefia chegam a receber de R$ 4.200 a R$ 7.300. E, em nível de assistentes, os salários variam de R$ 1.700 a R$ 4.200. O crescimento do número de universidades, que precisam ter bibliotecas, é outro campo que aqueceu o mercado. E quando o profissional já tem experiência de muitos setores pode, inclusive, ter sucesso com um negócio próprio de consultoria.
fonte: Simone Harnik Do G1, em São Paulo
data: 26/01/2009
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