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Quem passa pelo metrô em quatro grandes cidades brasileiras tem a oportunidade de embarcar em outra viagem: a do conhecimento. Bibliotecas montadas nas estações já registram 44 mil sócios que não pagam nada para ler livros. E o que é melhor: o número de novos leitores está crescendo.
O aposentado Francisco Assis pega mais um livro emprestado. “O barato de ler é que distrai. Você se instrui, você conhece coisas novas e está sempre descobrindo”, afirma o aposentado.
No ano passado, a artista plástica Paula Carriconde leu 90 livros apenas da biblioteca do metrô. “É um prazer mental que só a leitura e o conhecimento podem te dar”, afirma.
Eles escolhem entre mais de 29 mil livros, de todo tipo e de todo gênero, em estações de metrô de São Paulo, Recife, Porto Alegre e Rio de janeiro. O projeto foi criado e é administrado pelo Instituto Brasil Leitor (IBL) e tem parceiros e financiadores na iniciativa particular.
Nas idas e vindas, entre a saída de casa e a volta, o usuário do metrô lê. E lê cada vez muito. Só no Rio, os empréstimos nas bibliotecas passarem de 48 mil de livros. O levantamento do IBL mostra que o interesse cresce. No último ano, foi de 25%.
“É de fácil acesso. É uma biblioteca, pela qual você não tem que pagar para utilizar, o que facilita a vida da gente, porque já está no caminho do trabalho para casa”, comenta a secretária Aline Caldeira.
Os livros encantam aposentada Eny de Araújo. “Quem lê não sente solidão. Eu não tenho a solidão na minha vida”, diz. Ela mantém uma caderneta com a lista do que tem lido ultimamente. São páginas e páginas com anotações.
Livros ao alcance de todos: Dona Paula vê futuro nisso. “O que o nosso povo mais precisa é alimentar a alma e fazer ele pensar maior e enxergar além do horizonte”, diz a artista plástica.
fonte: Portal G1
data: 27/02/2009
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