Parte do acervo da Biblioteca Mário de Andrade, que estava sendo comido por insetos, vai ser restaurado. Para acabar com os devoradores de livros, os restauradores usam uma tecnologia que asfixia as pragas.
A ameaça é um pequeno inseto conhecido como broca. Ele prolifera porque na biblioteca quase todos os livros são muito antigos.
Depois de serem limpos os livros são embalados. A letra ‘I’ é para os infestados. E ‘R’ para os que correm risco. Todos são colocados em caixas com identificação do andar, corredor,estante e prateleira.
Do centro cidade, as caixas vão para um galpão na zona Sul, onde são colocadas dentro de uma bolha de plástico que recebe até 1,6 mil caixas de cada vez.
O equipamento retira todo o oxigênio e coloca nitrogênio. Sem respiração, os insetos morrem. Depois de um mês, as caixas são retiradas.
A restauração começou no dia 26 de fevereiro e vai até junho. Para evitar reinfestações, as janelas dos 22 andares da biblioteca vão receber telas de proteção para impedir a entrada de insetos, como traças, brocas e cupins.
fonte: Globo
data: 13/03/2009